A coprodução digital é um trabalho cada vez mais necessário à medida que os negócios avançam para popular a internet.
Mas o que, de fato, é uma coprodução digital?
Seria ela feita por uma pessoa? Por uma equipe?
A quem ela auxilia? E como?
Neste artigo, vou te explicar como um coprodutor profissional pode ajudar você, especialista, a desenvolver o seu negócio online.
Vou te explicar os elementos que caracterizam uma coprodução digital.
E melhor, você verá na prática como uma coprodução é formada e o que deve ser acordado para que a relação entre especialista e coprodutor prospere.
Comecemos pela pergunta fundamental: o que é uma coprodução digital?
O que é uma coprodução digital?
Tenho certeza que você já viu ou ouviu falar da antiga série, Um Maluco no Pedaço (ou The Fresh Prince of Bel-Air, no original em inglês).
A série surgiu das mentes de Benny Medina e Jeff Pollack.
Medina teve uma infância difícil. Viu sua mãe falecer e foi abandonado por seu pai. A partir daí, precisou habitar inúmeros lares adotivos, sempre com dificuldade de adaptação.
Medina era negro, nascido em Los Angeles, na Califórnia, filho de pais dominicanos. E aqui começa a adaptação.
Em sua adolescência da vida real, Medina conheceu um adolescente branco de quem ficou muito amigo ao ponto de sua família permitir que ele fosse morar com eles em sua mansão em Beverly Hills.
Por mais que a acolhida tenha sido para uma garagem nos fundos da casa desta família, esse era apenas o início da fase de transição de Medina para um ambiente rico e de oportunidades.
Um Maluco no Pedaço é a adaptação da vida de Medina nessa transição da periferia de Los Angeles para Beverly Hills.
Medina conhecia Quincy Jones, um outro produtor e bem relacionado empresário que, por sua vez, gostou da ideia e a apresentou a Brandon Tartikoff, presidente da rede de televisão, NBC, à época.
“Mas, David, eu conheço Um Maluco no Pedaço. Cadê o Will Smith?”
Calma.
Will Smith estava falido.
Apesar de ter ganho alguma notoriedade no dueto DJ Jazzy Jeff & the Fresh Prince, Will acabou se endividando por não pagar tributos.
Algo em torno de 2.8 milhões de dólares. (pesado)
A verdade é que Will nunca tinha pensado em atuar.
Talvez por conta dessa necessidade, a possibilidade tenha lhe ocorrido.
Um pouco de sorte depois, estava sendo escalado para interpretar uma versão mais expansiva de si mesmo.
Coprodução na prática
Agora, depois de tudo que te contei, o curioso:
A criação da série foi creditada a Andy Borowitz e sua esposa, Susan Borowitz.
“O quê? Como isso?”
Eles eram escritores. Na época, mantinham um contrato com a NBC – possivelmente para… escrever coisas.
Foi Tartikoff, o presidente da rede, que os escalou para escreverem a série. E assim ganharam a sua autoria.
E agora você me pergunta: que mundo louco é esse que uns pensam, inventam, fazem os contatos e outros ficam com a criação, execução ou… já nem sei mais?
Esse é o mundo da coprodução.
Se você analisar os créditos da série, verá que teve muita gente envolvida para fazê-la acontecer.
Andy e Susan assinam como os criadores, mas o desenvolvimento é de Benny Medina e Jeff Pollack. E a produção executiva é de Quincy Jones, David Salzman… e por aí vai.
Ainda têm os produtores, compositores e, claro, os atores.

Cada um faz o seu papel a fim de fazer nascer o produto final. No nosso exemplo, Um Maluco no Pedaço.
Felizmente, a coprodução digital ainda não atingiu patamares de complexidade tão grandes.
Embora eu acredite que isso um dia chegue, hoje a produção é especialmente pensada para vender um produto.
Sendo a coprodução digital, o produto também tende a ser digital (embora nem sempre).
Explico.
Uma coprodução digital executa um processo de venda, um método que objetiva vender o produto de uma pessoa que nós chamamos de especialista.
O especialista é quem detém o conhecimento técnico especializado que será transmitido através de um produto digital.
Exemplos…
Um advogado pode criar um produto em que ensine outros advogados a atuar na esfera criminal.
Uma professora de educação física pode criar um treinamento em que ensine como emagrecer.
Uma esteticista pode criar uma imersão presencial em que ensine mulheres como se maquiar.
Portanto, veja…
Acho que fica mais claro se dissermos que o processo de venda acontece pela via digital.
Uma imersão, por exemplo, não é digital, mas sua venda sim.
Assim também pode ser uma mentoria ou um grupo de networking e troca de conhecimentos – também conhecidos como masterminds.
Coprodução digital é…
Sendo assim, podemos definir coprodução digital como a parceria comercial que um coprodutor profissional – também dito agência ou lançador, a depender da estrutura – faz com um especialista a fim de venderem um produto, utilizando-se da via digital para desenvolver o processo de vendas.
São 4 os pontos que caracterizam uma coprodução digital:
- coprodutor
- especialista
- produto
- processo de vendas pela via digital
Olhando bem de cima, é assim que um negócio digital é constituído.
A coprodução de produtos digitais é conduzida pelo coprodutor profissional, que detém o conhecimento especializado em marketing digital.
De outro lado, tem-se o especialista e seu conhecimento técnico que dá vida ao produto.
E o produto, finalmente, passa pelo processo de venda também conduzido pelo coprodutor.
Ou seja, tal como vimos no exemplo do Um Maluco no Pedaço, o especialista é um ator com conhecimento técnico enquanto o coprodutor executa as estratégias de venda para que esse conhecimento se transforme em valor financeiro.
“Mas, David, não é possível ao especialista criar um produto sozinho e vendê-lo sozinho?”
Vou ser sincero com você: é possível.
É possível que eu, hoje, da minha casa, faça sacolé e venda uns 5 na minha rua. É plenamente possível.
Isso se transforma em um negócio online, uma empresa que se sustente ao longo do tempo e continue dando lucro?
Não.
É preciso muito mais do que um bom produto e boas intenções para se construir uma empresa rentável no digital.
Como costumamos dizer por aqui, é frequente que uma boa apresentação supere a qualidade do produto em se tratando de vendas. E esse é um dos papéis do marketing.
Vou falar um pouco mais ao longo deste artigo sobre o que uma coprodução profissional pode fazer pelo especialista. Fique comigo.
Coprodução: sociedade empresária ou prestação de serviço?
Existe uma forma certa de ter um coprodutor do seu lado?
Eu creio que sim.
Desde a concepção do produto até sua venda, o ideal seria que você, especialista, já estivesse sendo assessorado.
Porque, veja…
Em seu livro, Administração de Marketing, Philip Kotler diz que marketing é
um processo tanto administrativo quanto social pelo qual as pessoas obtêm o que desejam e necessitam através da geração de desejo, oferta e troca de produtos de valor.
Fique presente para o seguinte: as pessoas só se interessam por elas mesmas.
Isso significa que você deve produzir algo do qual elas realmente precisem.
Perceba que o seu marketing deve começar desde quando você está pensando no produto.
Como você consegue criar algo assim?
Através de um bom estudo de audiência.
Independente do modelo que você escolha, o coprodutor deve estar com você desde o início para que a estratégia seja criada do zero.
Sociedade empresária
Trabalhar assim significa dividir todos os ônus e benefícios.
Firmar um contrato comercial e manter uma empresa com outra(s) pessoa.
A relação toma ares de uma verdadeira parceria e sinto que as pessoas passam a se importar mais.
Porém, alguns fatores contam muito para que uma sociedade tenha sucesso.
Confiança é o primeiro deles.
Em uma coprodução é importante que os sócios confiem uns nos outros.
Você precisa trabalhar sabendo que o seu parceiro estará fazendo a parte dele.
Não é algo que se pode notar logo no início.
Daí ser de bom tom começar o projeto não como sociedade, mas como uma parceria mais modesta.
Você precisa conhecer o seu parceiro antes de entrar com tudo. Não tenha medo de começar pequeno. O mais importante no início é colocar a máquina para rodar e formar laços.
Então, depois que puder confiar no seu futuro sócio (se tudo der certo), aprofunde a relação.
Para que isso aconteça, é fundamental delimitar as responsabilidades de cada um no projeto.
Muitos dirão que um contrato não é importante nos primeiros contatos, mas eu discordo.
Um contrato faz as pessoas se comprometerem com mais profundidade.
Está tudo escrito. Em caso de dúvida, basta consultar o acordado e pronto.
Pense na quantidade de energia que se economiza fazendo um bom contrato…
Sobre a remuneração, nesse modelo, ela é estabelecida conforme os percentuais de participação de cada um e opera como uma empresa.
Prestação de serviço
Da mesma forma que para a sociedade, a prestação de serviço também precisa de um bom contrato.
Ao invés de um contrato social, que traz uma intenção mais duradoura de parceria com outra pessoa, na prestação de serviço não há esse compromisso mais longo.
Faz-se um contrato de prestação de serviços e dá-se um termo final para ele.
Pode ser 1 projeto, 2 projetos, 3 meses, 6 meses…
Mesmo que a parceria seja renovada, ela sempre terá um prazo final.
Nesse modelo de negócio, o prestador é um profissional apartado da pessoa jurídica do produtor.
Cada um vive o seu empreendimento.
O coprodutor atua da mesma maneira. Só o que muda é o formato da relação.
Ao invés de especialista e coprodutor viverem o empreendimento juntos, dividindo ônus e benefícios, agora a relação se estabelece independente dessas considerações.
A remuneração do coprodutor pode ser fixa ou variável, conforme o acordo. Há mais liberdades aqui.
Cada um recolhe os seus tributos e vai para a sua casa no final do dia.
Perceba que a escolha entre sociedade empresária e prestação de serviço acontece com base na confiança e no aprofundamento da relação.

De qualquer maneira, é importante que o coprodutor esteja com você desde o início para que o produto seja criado da maneira certa e as estratégias possam ser definidas a partir daí. Mantenha isso em mente.
Como as responsabilidades são divididas numa coprodução?
Coprodutor e especialista, cada um tem sua função dentro de uma coprodução digital.
O especialista é o rosto e o perito na matéria do curso.
Ele que cria conteúdo e interage com a audiência.
Os produtos são desenvolvidos a partir dos seus métodos e do seu conhecimento.
O coprodutor, por sua vez, é a inteligência de marketing do negócio.
São dele as responsabilidades de elaborar as estratégias de marketing e gerir o processo de vendas.
Enquanto o especialista está focado na produção de conteúdo e em atender a audiência, o coprodutor se mantém nos bastidores criando a estrutura responsável por suportar as estratégias.
Nada impede que algumas dessas estratégias sejam desenvolvidas em conjunto.
Acertar o produto, por exemplo, é uma tarefa que envolve muito diálogo e observação conjuntos.
Não é uma nem duas reuniões para conceber um produto que realmente seja útil…
Vamos pegar como exemplo um lançamento…
Faz-se uma investigação para entender o que realmente é útil para as pessoas. Criar algo que seja útil é fundamental.
O especialista se concentra em executar a estratégia de conteúdo que foi traçada pelo coprodutor e este foca em criar a estrutura do lançamento.
Páginas, copies, gestão do tráfego, suporte comercial…
Imagine ter que fazer tudo sozinho…
Eu estou convicto de que não dá.
E a estratégia de lançamento é apenas uma delas.
Na minha experiência, já pude observar o seguinte…
Há um custo de oportunidade muito grande em querer fazer tudo sozinho. Eu mesmo já tentei.
Só que, o tempo em que você estiver aprendendo cada uma das habilidades que envolve uma produção é o tempo em que já poderia estar vendendo.
Vários especialistas relutam pensar numa parceria até se convencerem de que o trabalho é maior do que as promessas de marketing digital do início deixavam transparecer.
No tempo que você está estudando, poderia estar ganhando dinheiro se resolvesse focar no conteúdo que já domina e deixar a parte de marketing na mão de um coprodutor.
Afinal, e aqui já é coisa minha, o trabalho deve te permitir viver uma vida mais agradável.
Se 100% do seu tempo estiver concentrado no seu negócio digital…
Se estiver comprometendo o seu lazer e te impedindo de fazer as coisas que gosta…
Se estiver te impedindo de conviver direito com a família…
De que adianta resultados?
A realização financeira perde o sentido.
Algo está errado.
Ter um parceiro alivia a responsabilidade de conduzir um negócio sozinho.

Estando bem claras as tarefas de cada um e ambos sendo fiéis aos acordos (de preferência, formalizados em contratos escritos), só há que se ter sucesso.
A oportunidade do especialista criar ou alavancar um negócio online
A grande maioria dos especialistas já conduz um negócio que lhes trouxe a autoridade de que desfrutam como professores.
Quem ensina inevitavelmente deve ter trilhado o caminho que traça para os alunos.
Se não for assim, esse especialista é apenas um teórico.
Até Nietzsche já pôde observar o fenômeno dos teóricos e lançou:
Quanto mais abstrata a verdade que desejares ensinar, mais deverás seduzir aos sentidos para que se sintam atraídos por ela.
Pense comigo…
Quem você acha que as pessoas irão preferir: quem já tenha trilhado o caminho que ensina ou aquele que apenas sabe, em tese, como alcançar certo objetivo?
Um produto é uma doutrina que você constrói.
Um método ou um estilo de vida vivido por você e agora posto a teste para que possa ajudar mais pessoas.
A oportunidade para o especialista é contar com o coprodutor para dar vida a essa ideia.
Produto nenhum vai vender se ele não for oferecido.
E, ainda que oferecido, deve ser feito para as pessoas certas, da maneira certa.
Agora pense em você, especialista, tendo que conduzir o seu negócio original e mais um formato no digital…
Vai ficando cada vez mais difícil…
Um negócio digital vai demandar tanto da sua energia quanto um negócio convencional.
Apenas saiba que não é um trabalho simples.
Por que você, especialista, deveria considerar ser coproduzido
Algumas vantagens de se ser coproduzido por um coprodutor profissional:
- mais tempo livre
- foco no conhecimento que você já detém como especialista
- foco na produção de conteúdo
- ter um processo de vendas ativo e pensado
Ter mais tempo livre faz sentido para a sua vida?
Não seria legal poder constituir um projeto que te dê retorno financeiro sem ter que dedicar o seu dia todo a ele?
Essa divisão de responsabilidades de uma coprodução soluciona a sensação que muitos especialistas têm de ter coisas demais para executarem sozinhos.
Se você se sente assim, não se sinta mal.
Nas primeiras vezes que entramos em contato com as oportunidades do marketing digital, ninguém fala da gama de profissionais que se envolvem num projeto.
Funções como copywriting, gestão de tráfego, design, edição de vídeo…
Ferramentas, organização, construção de páginas…
Todas essas coisas são construídas uma a uma, nos mínimos detalhes.
E essa é a parte do coprodutor.

A sua, como especialista, é se preocupar com a criação do conteúdo que atrairá futuros compradores.
Foco no conteúdo
Produzir um conteúdo que seja atrativo para as pessoas não é simples. A sua responsabilidade é estudar a respeito para produzir peças cada vez melhores.
Não se assuste no início.
Produzir conteúdos atraentes é uma habilidade que você vai aprimorando no caminho, desde que se interesse em melhorar.
Seus conteúdos do início não serão seus melhores, mas não deixe de fazer o seu melhor com o conhecimento atual.
Como especialista, e de preferência sob a orientação de um coprodutor, você será responsável por delimitar o seu tema, conhecer as necessidades da sua audiência e servi-la da melhor forma.
Quanto mais tempo você for capaz de manter as pessoas por perto, mais chances terá de fazer uma venda quando for a hora.
Percebe que não é só soltar qualquer coisa no seu feed?
Um bom conteúdo é um conteúdo que seja útil, que ajude o seu público a ir onde ele pretende.
Por isso que nós defendemos que o especialista precisa focar no seu conteúdo, enquanto o coprodutor foca no marketing.
Cada um focando na sua especialidade você tem uma empresa sendo conduzida a várias mãos, por especialistas em cada área.
Um projeto realmente profissional.
Bem diferente de um especialista tocando seu projeto sozinho…

O que nós vemos normalmente é isso…
O especialista ainda não tem um produto e está focado em produzir conteúdo.
Só que esse conteúdo acaba por não servir para nada por não haver um produto em perspectiva (perspectiva realista).
Enquanto isso, ele ainda se esforça para aprender algo de tráfego e copy para não fazer uma oferta perdida.
O que acontece quando nossa energia é dispersada para muitos lugares? Ela perde força.
Chances são que você não aprenda nada direito e ainda esteja comprometendo a qualidade do seu conteúdo – a única coisa que poderia te dar alguma visibilidade nesse momento.
O especialista-faz-tudo
Essa é a vida do especialista-faz-tudo.
Faz tudo e não faz nada.
Se atrapalha facilmente com a quantidade de tarefas que deve atender e não coloca nada em ordem.
Não sabe muito bem a função do conteúdo que produz e talvez formule um produto num futuro breve – se tiver tempo.
Esse modo de operar te parece profissional?
Você acha que trabalhar assim é sustentável?
Esse modo considera a qualidade de vida que você deseja?
Seja sincero consigo…
São essas as perguntas que você deve se fazer.
Não é raro ver pessoas com potencial desistindo por não aguentarem o volume de trabalho do projeto monstro que criaram para si mesmas.
Imagine como a sua vida deveria ser e construa o seu negócio a partir daí.
Uma coisa é fazer um sacrifício momentâneo para alcançar um objetivo…
Outra bem diferente é perder o controle do seu negócio e acabar se tornando um funcionário de si mesmo.
Saiba como podemos te ajudar aqui na agência.
Como encontrar parceiros para uma coprodução digital?
Para o especialista que está se projetando na internet pela primeira vez, talvez seja difícil imaginar onde achar um parceiro coprodutor para apoiar o seu projeto.
Mas não é.
Nós aqui da Agência Ferro somos uma opção para coproduzir o seu negócio no digital.
Você como especialista, nós como coprodutores.
Transformamos o seu conhecimento em um negócio altamente lucrativo.
Temos a expertise necessária para colocar toda a máquina de vendas para rodar, desde a concepção do seu produto até a inserção dos alunos na plataforma de ensino.
Se quiser saber mais sobre o nosso trabalho, preencha o formulário abaixo e faça contato conosco.
No entanto, há outras formas de conhecer um coprodutor.
Dentre elas, participar de grupos de networking.
Sabe essas comunidades a que você tem acesso quando compra um curso online?
O mercado do marketing digital é tão extenso que, independente da espécie de grupo em que você esteja, é possível que lá haja alguém que seja um coprodutor ou faça parte de uma equipe de coprodução.
Você pode se valer de todas as formas para conhecer esse profissional.
Busque diretamente através de uma postagem ou peça referências para outros especialistas.
Quando conseguir achar um profissional, passem a se conhecer.
Faça perguntas, façam uma videoconferência, troquem ideias de negócio…
É importante entender se o negócio faz sentido para ambos.
Lembre-se: o coprodutor também estará te avaliando.
Ele precisa verificar se vale a pena coproduzi-lo pensando nos resultados que vocês podem alcançar.
A produção e manutenção de um processo de vendas, ainda que possa ser começada com investimentos modestos, precisa gerar um resultado suficiente para remunerar seus atores.
Por isso, o projeto precisa ser interessante!
Reúna-se com os profissionais e entenda como vocês podem trabalhar juntos.
É prudente conversar com mais de um e senti-los, ver que tipos de acordos vocês podem fazer.
Você já sabe que pode optar por um modelo de sociedade empresária ou de prestação de serviços. Leve isso consigo.
E, novamente, o projeto precisa ser interessante.
“Como assim, interessante, David?”
Como ser interessante para um coprodutor
Ter um projeto interessante é poder observar alguns resultados nos ambientes em que você se posiciona na internet.
Engajamento da audiência, consistência nas postagens, qualidade do conteúdo…
São algumas qualidades que um bom especialista tem.
Se você trabalhar da mesma forma, mesmo que ainda não tenha colhido resultados financeiros, já será visto com bons olhos por um coprodutor.
Alguns chegam em um nível tão bom que recebem convites para parcerias com frequência.
É o resultado natural de dominar as habilidades de um bom especialista.
Agora, se você acredita que o seu projeto ainda está nas fases iniciais, não é ruim contratar com um coprodutor de mesma estatura.
Afinal, ambos estão começando.
Pode ser uma oportunidade de você aprender junto com seu parceiro e constituir um negócio de vida longa.
O que acha?
Justo, não é?
Ou…
Você pode aguardar um pouco e deixar o seu trabalho maturar.
Com dedicação, você o tornará atraente num futuro próximo.
Mas, sendo bem sincero…
Você nunca saberá ao certo em que fase está.
Por isso, trabalhe no seu projeto enquanto procura e se relaciona com profissionais da coprodução digital.
Num determinado momento, sua intenção irá encontrar uma oportunidade. Creia nisso.
Como saber se meu parceiro é competente?
Empenhe-se em conhecer o seu parceiro antes de firmar o negócio.
Faça uma reunião, duas… Quantas achar necessário.
Converse com ele, saiba das suas experiências…
Entenda como ele trabalha, o que ele vê num projeto de longo prazo com você…
Quanto mais a confiança passa a fazer parte da relação, melhor os acordos que podem ser feitos.
Você não precisa entender de marketing para fazer boas perguntas.
Entenda para onde o coprodutor pretende conduzir o projeto e se a estratégia é confortável para você.
Porque, veja…
Não adianta nada que o sujeito seja competente se a coprodução digital for conduzida sob uma estratégia que você não gosta.
Por exemplo…
Há inúmeras formas de lançar um produto digital.
Se o coprodutor é especialista em uma modalidade e reluta em colocar outra que tenha mais a ver com você em prática, esse parceiro não é o ideal.
Ainda que fazer marketing seja uma incógnita para você, não é nada mal conhecer superficialmente o que se pode fazer numa campanha de vendas.
Na dúvida, pergunte.
Pergunte como certo processo acontece e qual o seu papel nele.
Se estiver inseguro, não vá adiante. Exponha os seus pensamentos para o parceiro e veja se conseguem chegar em um consenso.
Você sempre pode consultar outros profissionais.
O que você não estiver entendendo talvez venha a se tornar inteligível nas palavras de outro coprodutor.
Formalize a relação por meio de um contrato
Em uma coprodução digital da paz, é fundamental haver um contrato.

Esse contrato existirá para regular todos os direitos e deveres de cada um dos participantes no projeto.
É importante dizer…
Um contrato traz tranquilidade para a relação entre especialista e coprodutor.
As tarefas são muitas e não se assuste se em um momento você tiver dúvida sobre o que deve ou não fazer.
Para isso, existe o contrato.
Ele é o instrumento que regula como você e o coprodutor conduzem o negócio.
Ainda assim, saiba o seguinte:
Pode ser que nem todas as situações da vida sejam reguladas no papel.
A vida é vasta e a capacidade do ser humano de inventar coisas novas é infinita!
Quero dizer com isso que muita coisa pode acontecer numa relação negocial.
O contrato tenta economizar a energia dos participantes ao regular tudo de antemão.
Significa que tudo sairá perfeito?
Não.
Mas contribui bastante.
Portanto, se algo não tenha sido previsto, use do bom senso para solucionar.
Converse com o seu parceiro e resolvam juntos.
O que um contrato precisa regular
O ideal é ter um advogado que formalize o acordo para você.
Nada como um acordo supervisionado por um especialista para ter certeza de que está tudo dentro da lei.
Apesar de você e o coprodutor terem liberdade para combinar o que acharem melhor, há limites legais para essa deliberação.
São vários os pontos que o acordo deve cobrir.
Na nossa experiência, alguns dos mais importantes são:
- descrever o projeto
- responsabilidades (o que cada parte deve fazer)
- remuneração (se fixa, se variável…)
- duração (se por tempo, por projeto…)
- hipóteses de rescisão
Esses pontos são o mínimo a constar no acordo.
Ainda assim, ressalto a importância de se aconselhar com um advogado.
Ele pode criar para você um modelo de base ou revisar o contrato proposto pelo coprodutor.
Como o coprodutor é quem normalmente lida com mais pessoas, é provável que ele tenha o seu próprio modelo de acordo.
A esse modelo vocês podem acrescentar outras cláusulas que o complementem.
Finalmente, você pode levar esse primeiro papel para o seu advogado revisar e lhe dar o aval de que está tudo bem juridicamente.
A Drª. Mariana Schaun é especialista em atender empresas e, melhor…
Ela tem familiaridade com os negócios digitais.
É a advogada da nossa confiança. Indicamos de olhos fechados.
Atende em todo o Brasil por videoconferência. Você tem um total de zero inconveniências para consultá-la. Basta agendar e estar disponível no horário marcado.
“Um contrato deixa o fechamento mais difícil”
Se você já participa de grupos de networking, tenho certeza de que essa ideia já passou na sua frente.
Pessoas que alegam sucesso com seus parceiros por anos sem ter uma relação contratual bem estabelecida.
Embora essas pessoas existam, a pergunta é:
Por que trabalhar com esse risco?
Por que viver a coprodução digital com uma preocupação?
Nietzsche, de novo, foi quem disse algo muito adequado sobre o que se pode ver em grupos:
Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.
Cuidado…
Será mesmo que propor um contrato formal é tão inconveniente?
Na minha visão, é um não óbvio.
Inclusive, pense consigo mesmo…
Você acharia mais ou menos profissional se o seu parceiro propusesse formalizar a relação em um contrato?
Não te parece que essa pessoa quer jogar limpo e manter o negócio claro?
A quem interessa manter uma relação obscura?
Veja…
Não faz sentido trazer esse risco para o seu negócio.
Se por algum motivo você não puder criar o melhor contrato a reger o seu negócio, formalize qualquer coisa que traduza as vontades das partes no negócio.
O que quero dizer com isso…
Pegue uma folha de papel e escreva.
Dê para o seu parceiro assinar e pronto, tem-se um pacto.
Deixando por escrito pelo menos aqueles pontos que eu trouxe antes, você já estará criando para si mesmo uma segurança.
Legal?
Concorda?
Não pense que um contrato simples como esse não pode se fazer cumprir.
Desde que não haja uma previsão ilegal, ele representa tanto o acordo quanto um contrato elaborado por um advogado.
Claro que você não estará substituindo o trabalho do especialista, mas já é alguma coisa.
Seja como for, faça um contrato. Cuide do seu negócio. Coloque a sua energia no que importa para o seu crescimento.
Conclusão
Espero ter te ajudado a pôr um pé no mercado digital e a conhecer o funcionamento de uma coprodução de produtos digitais.
Por ora, é o suficiente para que você entenda como pode lucrar com o seu conhecimento por essas bandas.
Com a assessoria de um coprodutor profissional, sua expertise pode se tornar um negócio altamente lucrativo e longevo.
E agora?
Bora pôr a mão na massa?
Gostou deste conteúdo?
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Se sim, compartilhe com um amigo que também gostaria de lê-lo.
Um abraço,
David